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Monday, September 30, 2013

AVIAN WORLD








In my neighborhood birds imitate people and, sometimes, it looks people imitate birds. Ink and watercolor, approx. 6,5 cm x 4,5 cm.

Sunday, January 06, 2013

FAZ-TE AO MAR!

Não são os primeiros desenhos que fiz, mas segundo as legendas, escrupulosamente escritas a lápis pela minha mãe, são bastante antigos, entre 1956 e 1957.
O primeiro, sem data, dependendo da orientação que se der ao papel pode ser uma traineira, um cacilheiro, um submarino ou até mesmo um foguetão, mas inclino-me para a traineira. Estão a ver as gaivotas (por sinal pouco originais), no canto superior direito? Traineira!
O segundo tem como legenda "uma menina". Sem cabelo e sem orelhas, o meu ideal de beleza era um pouco diferente, na altura. Mas olhem-me só aqueles olhos!
Os últimos dois são barcos à vela. Apesar de poder ver barcos à vela nas frequentes travessias do Tejo, entre casas de avós, e ao contrário da traineira, duvido muito da originalidade do conceito. Tal como as gaivotas, têm o toque do adulto. Estou a imaginar a cena:
"O que é isto?"
"É um barco de pesca, os barcos são assim, não são assim", ou coisa semelhante infantil.
"Então se queres que seja um barco de pesca tem que ter gaivotas. Faz lá as gaivotas."
Eu, já chateado por os adultos não ficarem satisfeitos com uma simples traineira tão bem feita, ainda por cima para me irem dar trabalho numa coisa que me tinha dado prazer, "Não sei desenhar gaivotas!" (ou coisa semelhante infantil).
"É assim, eu ensino-te."
"Pronto, já está!" (ou coisa semelhante infantil, que significasse querias uma gaivota, toma lá uma gaivota).
Quem me conhece, sabe que ainda hoje podia ser assim.






Wednesday, December 12, 2012

CACILDA E A INTRODUÇÃO DO COMPUTADOR

Apesar de ser uma história, é como desenho que aqui aparece Cacilda em O Regresso do Hipopótamo, para os últimos números do semanário satírico dependente O Inimigo, em 1994. A morte do semanário já estava anunciada e a história era propositadamente absurda até para o meio em que estava inserida.

Nesta altura já há algum tempo que andava a utilizar incipientemente o computador, para compor as páginas com desenhos soltos feitos em papel, colorir ou dar cinzentos e para organizar arquivos de documentação. Desde aí já consegui perceber umas coisas mais.
Os desenhos abaixo foram esboçados com caneta, em papel, copiados para papel de esquiço Canson com o que me parece ser caneta de cana e trabalhados em Corel 3 em Windows 3.1. Impressos em papel de jornal na fabulosa rotativa pequena do antigo Diário Popular.







Friday, November 30, 2012

AGOSTINHOS DA SILVA

Revista Actual, jornal Expresso nº1737, 11 de fevereiro de 2006, ilustração para o artigo de César Avó "O homem paradoxo", sobre Agostinho da Silva. Caneta e Adobe Photoshop.

Primeiro tentei reproduzir o Agostinho da Silva de que me lembrava da televisão de há muitos anos (primeiro apontamento, o único que sobrou depois de deitar muitos agostinhos para o lixo, pois as fotografias de que dispunha colidiam com a minha memória). No dia seguinte olhei mais para as fotografias.





Tuesday, November 27, 2012

O IESSONOGO


Apontamento em caderno (199 – )

Sente-se afligido por dúvidas, incertezas e hesitações, e vive num país em que todos sabem tudo, mas em que a sabedoria lhes tolhe os movimentos?
Ouça o Iessonogo. Tudo ficará na mesma, mas sentir-se-á melhor com as suas próprias indecisões.

Yes-or-no-go.


Sunday, November 25, 2012

CRAVINHO & PIMENTA IMPORT-EXPORT

Revista Epicur nº8, Março-Abril de 2000. Ilustração para o artigo de Duda Guennes "Gastronomia das Descobertas". Este é um dos poucos exemplos meus de ilustração para revista deste século, e o único que não utiliza o computador. Lápis de cera em papel Canson mi-teintes.




Saturday, November 24, 2012

O CARDO, A ORQUÍDEA E O FERRO DE ENGOMAR

Dou aqui início a uma série de posts com amostras de ilustração, desenho, apontamentos rápidos, bilhetes enciclopédicos (como o cardo, usado com fulgurante sucesso para explicar o que a palavra quer dizer em português) ou mesmo bilhetes amorosos (como o desenho de baixo, esboço para "A orquídea apaixonada pelo ferro de engomar"... pudera, ele conquistou-a com baforadas de vapor quente!)